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Cabinda quer acabar com fluxo de ensino nocturno

Artigo

Cabinda quer acabar com fluxo de ensino nocturno

Em Cabinda, fala-se em cerca de 5 mil pessoas fora do sistema de ensino.

Pedro Kididi
19/10/2018
Cabinda quer acabar com fluxo de ensino nocturno
Foto por:
DR

O Secretário Provincial da Educação em Cabinda, Casimiro Congo, manifestou a necessidade de se acabar com o fluxo de ensino nocturno na província, que considera ser um problema que não está a trazer boa estadia para o país.

“Nós já passamos o momento de guerra, agora é preciso pensar seriamente Angola. Mas é importante começar a diminuir paulatinamente o ensino nocturno a nível da província, o que é indiscutível. Angola é o único país em África onde há ensino nocturno. Os alunos nocturnos são mal preparados, porque às vezes não aparecem nas aulas e com máfias da direita à esquerda vão tendo diplomas”, disse.

O responsável, que falava à imprensa, no mês passado, por ocasião da inauguração da Cidadela Jovens de Sucesso, acrescentou que a corrupção nas escolas da província é outro problema que desafia o sector da Educação.

“O outro problema foi transformar a escola pública em local de ganhar dinheiro, em nome deste país, e eu não posso suportar isso. A questão não é impor as pessoas a estudar, mas em fazer com que as pessoas vão à escola e sejam capazes de aprender e dar ao país aquilo que precisamos, que é a mais-valia do saber”, esclareceu.

Naquela região do país, está actualmente prevista a construção de 32 escolas e melhoramento do magistério, de modo a cobrir o número de pessoas fora do sistema de ensino e controlar a qualidade do aluno e a do professor.

“Em Cabinda, fala-se em cerca de 5 mil pessoas fora do sistema de ensino. Tentou-se sempre resolver o problema das crianças, primeiro o rácio de alunos, que é um grande erro. O rácio vai de 1 a 50 alunos e é muito”, apontou, referindo ainda já ter encontrado salas de 1 a 90 alunos e teve que tomar medidas muito sérias.

Há um elemento que não depende da educação, a questão é que nós temos toda a população abocanhada nas grandes cidades, e o que acontece é que as periferias ficam esvaziadas e empobrecidas, não só a nível económico, mas também a nível antropológico. Se não resolvermos esta questão, teremos sempre pessoas fora do sistema de ensino, porque, construamos as escolas que quisermos, teremos sempre pessoas fora do sistema de ensino”, concluiu.

Pedro Kididi
Jornalista

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