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Educação Visual e Plástica. Professores devem incentivar os alunos a seguir carreira artística

Artigo

Educação Visual e Plástica. Professores devem incentivar os alunos a seguir carreira artística

O artista plástico Jardel Selele defende maior incentivo no ensino das artes plástica.

Andrade Lino
18/1/2018
Educação Visual e Plástica. Professores devem incentivar os alunos a seguir carreira artística
Foto por:
Andrade Lino

O artista plástico Jardel Selele defende maior incentivo no ensino das artes plásticas, e afirmou que, no seu parecer, “os professores ensinam, mas não dão aos formandos o incentivo necessário para que eles continuem nesse caminho”.

“Nós estamos a formar-nos para substituir tais quadros, para termos pessoas capazes de lapidar as crianças enquanto desenvolvem o seu talento, porque alguns professores só transmitem para cumprir o seu papel de professor, mas não procuram instruir e fazer com que a criança desenvolva um espírito de fazer carreira”, explicou, apegando-se ao seu exemplo das crianças do ensino primário que se mostram talentosas nas disciplinas de Educação Visual e Plástica ou Educação Laboral.

Jardel, que é um dos participantes da exposição colectiva “Impressões & Expressões”, patente na Galeria Tamar Golan desde o dia 12, falava por ocasião da abertura da mesma. Em entrevista ao portal Colégios de Angola, realçou que “a arte faz-se primeiro com amor, não se faz por ganância”.

“Uns pensam que fazer arte é apenas procurar ter dinheiro, mas primeiro você vai depositar o espírito e trabalho para que depois colha algumas coisa”, acrescentou o jovem artista angolano, dizendo ainda que “alguns pais deveriam, por sua vez, incentivar os filhos, no tocante à aquisição de materiais para pintura”, em vez de obrigá-los “a procurar fazer algo como trabalhos de mecânica, por exemplo, quando a inclinação está para desenhar e não apertar parafusos”.

Jardel Selele, que aos 13 anos de idade começou a ter aulas de desenho artístico com o artista plástico Evadilson José Ferreira, afirmou que “ser artista não é fácil, mas também não é difícil de todo”.

Musa, pintura de Jardel Selele exposta na Tamar Golan

“Primeiro é que eu procuro fazer dos recursos que tenho coisas proveitosas. Pode ser algo até que consigo do lixo, porque quando não se tem muito, do pouco, podemos criar coisas para agregar valores, e a carência de materiais faz com que muitos façam recurso ao lixo, pois ultimamente o que se vê é que o artista recicla, o que é bom para não desperdiçar os materiais de que muito se precisa”, observou.

Em relação às dificuldades com que os artistas se debatem, pensa que se deve “criar condições para que os fazedores de arte tenham bastante sucesso.

Em 2010, Jardel Selele começou a frequentar o atelier Celamar, onde foi aprendendo com artistas mais conceituados o mundo das artes como Eduardo Vueza, Zeca Lukombo, Paulo Kussy, Marcela Costa, José João, Jorge Jorge, dentre outros.

Há dois anos, entrou na escola média de artes plásticas Complexo Escolar de Artes (CEARTE), é membro da Brigada Jovem de Artistas Plásticos (BJAP), director artístico do projecto Maratona dos Artistas e membro do projecto Caderno de Artes na Escola.

Andrade Lino
Jornalista e Fotógrafo

Amante das artes visuais e da escrita, além de jornalista e fotógrafo, Andrade Lino é também estudante do curso de Licentura em Língua Portuguesa e Comunicação na Universidade Metodista de Angola. Nos tempos livres é músico e produtor.

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