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Exposição coloca em diálogo 16 artistas contemporâneos internacionais

Artigo

Exposição coloca em diálogo 16 artistas contemporâneos internacionais

A exposição foi inaugurada ontem.

Redacção
29/11/2019
Exposição coloca em diálogo 16 artistas contemporâneos internacionais
Foto por:
DR

“Intersections – Within the Global South” é o nome da mostra colectiva que a, desde ontem, dia 28, colocou em diálogo 16 artistas plásticos contemporâneos internacionais, entre eles angolanos, sul-africanos, moçambicanos, congoleses, mas também brasileiros.

Estando patente até ao dia 16 de Janeiro de 2020, o projecto, exposto na Galeria Banco Económico, subentende o impacto da nova geração de artistas de um “Sul Global” que procuram promover, através da sua obra, uma reflexão abrangente sobre algumas das mais relevantes problemáticas histórico-sociais vivenciadas nos seus territórios geográficos de origem.

Dão corpo a uma exposição através da qual se exploram conceptual e artisticamente múltiplas afinidades inerentes ao contexto histórico, social e político contemporâneo deste “Sul Global” e que enquadra a sua produção artística na esfera de uma arte de carácter social. que incentiva a consciencialização dos públicos para temáticas prementes, de acordo com o comunicado que recebemos.

Em simultâneo, “Intersections”, promovida em parceira com a galeria angolana “THIS IS NOT A WHITE CUBE” e a galeria sul africana “MOMO Gallery”, com a curadoria de Sónia Ribeiro e Graça Rodrigues, explora criticamente os mecanismos de criação de cânones no meio artístico ocidental, privilegiando, através da direcção curatorial, a apresentação de obras que materialmente e tecnicamente se distanciam dos suportes e dos géneros artísticos mais convencionais, através de uma ausência quase total de trabalhos de pintura stricto sensu.

Há por isso mesmo uma profusa diversidade de géneros, patentes na fotografia a preto e branco de Andrew Tshabangu, na exploração de suportes e processos pictóricos e fotográficos de Luís Damião, Saïdou Dicko e Dillon Marsh, nas esculturas em aço e em papel de Pedro Pires, nas instalações em madeira de Bete Marques, inspiradas na plasticidade visual dos musseques da América do Sul, nas colagens e têxteis de Alida Rodrigues e Lizette Chirrime, nas esculturas produzidas a partir de armamentos obsoletos de Gonçalo Mabunda ou nas instalações escultóricas de «objet trouvé» de Stephané E. Conradie, citados no documento.

“Intersections – Within the Global South”, então, conta com obras dos artistas Alida Rodrigues (Angola/Reino Unido), Andrew Tshabangu (África do Sul), Pedro Pires (Angola/Portugal), Vivien Kohler (África do Sul), Bete Marques (Brasil), Gonçalo Mabunda (Moçambique), Stephané E. Conradie (Namíbia), Januário Jano (Angola), Dillon Marsh (África do Sul), Patrick Bongoy (RDC), Saïdo Dicko (Burquina Faso), Nelo Teixeira (Angola), Lizette Chimirre (Moçambique/África do Sul), Luís Damião (Angola), Teresa Firmino (Angola/África do Sul) e Rómulo Santa Rita (Angola/Moçambique).

Segundo Henda Teixeira, Administradora do Banco Económico, o banco reforçou uma vez mais “o papel de agente cultural com impacto e dinamismo, oferecendo um produto artístico com qualidade e amplitude, na comunidade e no País, com a apresentação de uma exposição internacional colectiva”.

Redacção
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