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Huíla ganha associação para promoção de criações artísticas

Artigo

Huíla ganha associação para promoção de criações artísticas

A associação faz recurso às tecnológicas de informação e comunicação.

Redacção
30/6/2020
Huíla ganha associação para promoção de criações artísticas
Foto por:
DR

O processo de edição, publicação e promoção de obras de artistas nacionais, residentes na província da Huíla, conta agora um novo aliado, com o surgimento da Associação de Autores da Huíla, na cidade do Lubango.

O grupo, que assume a responsabilidade de elaboração de e-books e a divulgação online de obras de diferentes autores, foi proclamado neste sábado na Mediateca do Lubango, com a presença de 29 membros, entre escritores, músicos, cronistas, pintores, escultores e fotógrafos.

O secretário eleito, Valdemar Ribeiro, explicou que a Associação de Autores da Huíla, sob tutela da academia de autores, é um projecto que visa motivar escritores, músicos, pintores, artistas plásticos, escultores e fotógrafos a editarem e publicarem as suas obras no espaço virtual.

Esclareceu que a iniciativa surge com o patrocínio da fábrica de “Água Preciosa”, após o desenvolvimento da técnica de edição de e-books que vão ser publicados no portal www.academiadeautoresdahuila.net, em 103 línguas.

O responsável disse, ao Jornal de Angola, que a ideia é tornar as obras dos autores locais, e não só, disponíveis e com acesso gratuito para serem lidas em qualquer lugar do mundo, por qualquer pessoa ou entidade interessada em consultar ou conhecer as obras dos artistas da associação.

A associação faz recurso às tecnológicas de informação e comunicação, sobretudo à internet, para despertar novos talentos da província escondidos e projectar a sua visibilidade a nível nacional e internacional, dentro do espírito de incentivo à criação artística, leitura e divulgação de obras.

“Este é o grande objectivo. É um projecto para motivar os autores da Huíla a editar e publicar as suas obras. O nosso foco fundamental é construir uma memória da Huíla, através dos seus autores. A ideia é mantermos as raízes huilanas, conservá-las por mais de 500 anos”, disse.

Ademais, Valdemar Ribeiro referiu que, durante os nove meses que antecederam a fundação da Associação, o grupo já publicou mais de 37 obras de 29 autores de diferentes disciplinas das artes, cuja média do acesso ultrapassa as mais de mil visualizações e downloads.

“O método tradicional de publicação de livros físicos é ambientalmente incorrecto por devastar a natureza, além de ser muito caro. Cada vez há menos disponibilidade financeira para editar livros físicos. Aliás, muitas obras são editadas e publicadas nos métodos tradicionais, mas pouca gente tem acesso devido aos custos inerentes”, afirmou.

Continuou que a tecnologia digital permite à literatura e às artes, de forma geral, dar um pulo para o século XXI. “É possível por meio do uso inteligente de ferramentas tecnológicas criar bibliotecas digitais de modo que sejam acessíveis a todas as pessoas interessadas ao nível do planeta”, frisou.

Além do secretário Valdemar Ribeiro, compõem o elenco da associação o escritor Rui Teles, eleito secretário-adjunto, o poeta Lidex Solitário e o pesquisador Abílio Lupenha, vogais, enquanto o padre e escritor Belchior Chihopio “Kandimblé” foi eleito tesoureiro.

Redacção
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