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Kandengues Cientistas apresentam sistema de regagem e secagem de produtos

Artigo

Kandengues Cientistas apresentam sistema de regagem e secagem de produtos

Os jovens cientistas foram expositores no Angotic 2019.

Andrade Lino
23/7/2019
Kandengues Cientistas apresentam sistema de regagem e secagem de produtos
Foto por:
Andrade Lino

Pedro Manuel e Vicente Cruz são dois rapazes que integram o projecto Kandengue Cientista, da empresa angolana Tecnotronic Systems, localizada em Viana, que apresentaram a maquete de um sistema de regagem e secagem de produtos, por ocasião do Angotic 2019, decorrido no mês passado.

Segundo os jovens inventores, este sistema vai ser utilizado na agricultura, pois há produtos que depois de serem plantados e colhidos precisam de secagem, como é o caso da mandioca, que passa por dois processos, o de fazer a farinha e o bombó.

“Depois de a mandioca ser posta na água, deixada alguns dias e ser cascada para fazer bombó, metemos aqui para secar”, disse Pedro Manuel, de 15 anos idade, que infelizmente este ano não conseguiu ingressar no ensino médio.

Referiu que quando realizam o mesmo processo nos campos, o produto é posto ao sol para secar, o que pode levar três a quatro dias. Ao contrário disso, com aquela plataforma, o método dura apenas cinco ou seis horas.

Os kandengues, revelam, pensaram no projecto e mostraram a ideia ao seu tutor, Pedro Paris. Pedro Manuel fez a maquete e o mentor, por sua vez, a ferramenta, que se encontra no centro, sito no bairro da Estalagem, Viana.

Fez saber entretanto que, na verdade, não esteve à mostra o instrumento por completo. “A partir do seu telemóvel, o usuário pode monitorar tudo o que acontece na fábrica, através do aplicativo Angola Inventa”, disse o entrevistado ao ONgoma News.

O projecto existe desde o ano passado, e já foi possível obter alguns produtos que servem para a maquete, mas para a mandioca é preciso financiamento, porque se pretende que a implementação seja feita em fazendas e/ou lavras.

“Nesta máquina pequena só conseguimos secar o bombó já preparado para tal”, sublinhou.  

Ao mesmo tempo, os formandos expuseram um dos seus projectos de automação, que uma vez implementado tem como objectivo ajudar a ligar e desligar os aparelhos que estão dentro de casa a partir de um aplicativo telemóvel, por comando e também por voz.

“Existem vários sensores em casa que nos permitem ligar e desligar os aparelhos de casa, desde o portão às lâmpadas”, disse Vicente Cruz.

A ferramenta visa ainda garantir um bom nível de segurança para as pessoas, pois é equipado com sensores que lhe permitem detectar invasão, enviando uma notificação ao telemóvel do utilizador.

Porém, é outro projecto que precisa de financiamento, embora haja alguns sensores que já foram implementados em algumas casas.

Os jovens cientistas, que garantem que na sua academia faz-se o futuro, revelaram que apesar das dificuldades têm tido alguma rentabilidade com a implementação dos seus serviços, sendo que, afinal, desenvolvem os seus projectos com o dinheiro que ganham da venda destes acessórios (os sensores).

Têm muita procura também invenções relacionadas à automação residencial.

Na academia Kandengue Cientista, só pagam as pessoas que têm idade superior a doze anos, contaram.

Andrade Lino
Jornalista e Fotógrafo

Amante das artes visuais e da escrita, além de jornalista e fotógrafo, Andrade Lino é também estudante do curso de Licentura em Língua Portuguesa e Comunicação na Universidade Metodista de Angola. Nos tempos livres é músico e produtor.

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