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LHS vai investir na produção de materiais de laboratórios escolares

Artigo

LHS vai investir na produção de materiais de laboratórios escolares

Aniceto de Carvalho explicou que o projecto surge da necessidade de melhorar a qualidade de ensino em Angola.

Pedro Kididi
29/1/2018
LHS vai investir na produção de materiais de laboratórios escolares
Foto por:
Andrade Lino

O gestor comercial da LabHSolutions, Lda, Aniceto de Carvalho, afirmou que actua no ramo de produção, prestação de serviços e desenvolvimento de equipamentos de laboratórios académicos para escolas de ensino fundamental e superior, afirmou que este sector “precisa de muita melhoria”, daí que a sua empresa está apostada em investir nessa área.

Em entrevista ao portal Colégios de Angola, por ocasião da apresentação exclusiva do projecto “Laboratórios Escolares”, no Memorial Dr. António Agostinho Neto, Aniceto de Carvalho, que revelou que, apesar das dificuldades, “existem jovens a fazer coisas boas”, explicou que o projecto surge da necessidade de melhorar a qualidade de ensino em Angola, e combater as dificuldades que a maioria das instituições enfrenta em importar bens e serviços desta área.

Aniceto de Carvalho, gestor comercial da LabHSolutions, Lda

“Este projecto surge da necessidade que nós os responsáveis da empresa tivemos já na altura que éramos estudantes. Nós vimos que há um défice de aulas práticas no nosso ensino fundamental”, afirmou, reconhecendo mesmo assim que há formas de ajudar a resolver esta situação. “Não devemos depender só de importações de qualquer material, deveríamos trabalhar nisso”, recomendou.

O projecto, estudado há sensivelmente 5 anos, é especializado na produção de kits de laboratórios escolares para aulas práticas de Física, Automação e Electrónica, estes já disponíveis para entrega. Entretanto, os equipamentos de laboratórios de Química ainda se encontra em preparação, visto que a maior parte deles são instalados de acordo com a necessidade das instituições.

“Além de Física, Automação, Electrónica, há possivelmente equipamentos de Química. Nós também estamos ligados a parte formativa para as instituições que não têm pessoas capacitadas para gestão. Ou seja, damos também este suporte mais profundo”, explicou.

De acordo com a fonte, uma grande parte dos fornecedores são nacionais, embora ainda se tenha a necessidade de importar alguns equipamentos electrónicos, porque não há produção destes componentes no país, o que poderá condicionar a dependência ao mercado externo por mais tempo, através da falta de fábricas para o fornecimento. Mas o alumínio e o plástico são adquiridos em Angola, o que facilita a produção dos kits, esclareceu.

‍ Luís Gonçalves

Por sua vez, Luís Gonçalves, chefe do Departamento de Informação Cientifica e Documentação da Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto, felicitou os promotores da iniciativa, tendo afirmado que “é preciso elogiar quando surgir projectos assim”, porque se sabe “que há um défice nos laboratórios das instituições em Angola”. “Muitos estudantes e instituições ainda não reconhecem o grande valor que a Física tem na sociedade, daí que a adesão a esse curso é muito reduzida em relação aos das ciências sociais”, precisou.

Pedro Kididi
Jornalista

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