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Ministra reconhece que divisão académica por região criou problemas de gestão

Artigo

Ministra reconhece que divisão académica por região criou problemas de gestão

Esta iniciativa consta do Estatuto da Carreira Docente do Ensino Superior, mas é preciso criar um regime.

Redacção
26/6/2020
Ministra reconhece que divisão académica por região criou problemas de gestão
Foto por:
DR

A ministra do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia e Inovação reconheceu que a divisão académica por região criou problemas de gestão, fruto de um levantamento feito, que conclui que as regiões académicas do país deverão deixar de existir e as universidades ou instituições de ensino superior em que se encontram passarão a fazer toda a actividade de acordo com o desenvolvimento da província onde se situam.

Ao falar à imprensa, no final da 4ª sessão ordinária da Comissão para a Política Social do Conselho de Ministros, presidida pela ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, Maria do Rosário Sambo frisou “ter uma sede numa província e ter unidades orgânicas em províncias longínquas, até mesmo em termo de gestão, torna-se complicado”, e referiu que o sector notou a existência de muitas instituições com autonomia, que têm um director, dois directores adjuntos e muitos cargos de chefias, todos num mesmo território.

A governante disse estar provado que a concentração de meios e a partilha de recursos possibilita um melhor aproveitamento dos mesmos e uma maior gestão, e salientou a existência de muitos institutos e escolas superiores em praticamente todas as províncias, que são autónomos com apenas um curso.

Para corrigir a falha, avançou, fez-se um processo de aglutinação, acto que vai dar lugar, agora, à criação de três novas universidades a nível do país. No Namibe, vai nascer uma universidade com nome da província e congregará a Academia de Pescas e Ciências do Mar. Esta, por sua vez, vai aglutinar as duas unidades orgânicas da Universidade Mandume, no caso a Escola Superior Politécnica e a Escola Superior Pedagógica do Namibe.

Em Malanje, vai nascer a Universidade Rainha Njinga e,  segundo Maria do Rosário Sambo, esta vai resultar da fusão do Instituto Superior Politécnico, da Escola Superior Politécnica e do Instituto Superior Agro-alimentar da Faculdade de Medicina de Malanje. Na capital do país, vai criar-se a Universidade de Luanda. Essa instituição vai aglutinar o Instituto Superior da Arte, de Serviços Sociais, de Tecnologias de Informação e Comunicação e o Instituto Superior de Gestão Logística e Transportes.

A ministra informou entretanto que o Instituto Superior de Educação Física e Desportos vai passar a ser uma unidade orgânica da Universidade Agostinho Neto e o Instituto Superior de Ciências da Informação, que tem apenas um curso, vai ser absorvido pela Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto, e há uma outra proposta que visa a criação de instituições de natureza politécnica.

Essas iniciativas, frisou a fonte, citada pelo Jornal de Angola, constam de dois projectos de Decretos Presidenciais a serem remetidos à apreciação do Conselho de Ministros. Um deles, disse, visa criar condições para contratar, de uma forma especial, profissionais qualificados para o exercício da actividade docente na condição de professores visitantes ou convidados ou ainda de colaboradores a nível de assistente e de leitores.

Ressaltou que esta iniciativa consta do Estatuto da Carreira Docente do Ensino Superior, mas é preciso criar um regime. “É um diploma muito importante para a vida das instituições de ensino superior”, sublinhou.

Redacção
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