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“O número de mulheres em tecnologia no mundo inteiro ainda é muito pequeno”, afirma Carlos Jaime

Artigo

“O número de mulheres em tecnologia no mundo inteiro ainda é muito pequeno”, afirma Carlos Jaime

O evento decorreu neste último sábado.

Andrade Lino
3/4/2019
“O número de mulheres em tecnologia no mundo inteiro ainda é muito pequeno”, afirma Carlos Jaime
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Andrade Lino

O número de mulheres em tecnologia no mundo inteiro ainda é muito pequeno, “e precisamos criar ambientes seguros, onde as mulheres possam aprender de experiências especificamente umas das outras”, afirmou neste sábado, dia 30 de Março, o empreendedor tecnológico Carlos Jaime.

O também CEO da startup angolana Buka, vocacionada para educação, falou por ocasião do primeiro workshop Women Techmakers Luanda, uma iniciativa de impulso e inclusão feminina no mundo tecnológico, realizado na Universidade Metodista de Angola, tendo considerado ser verdade que existem muitos homens que trabalham em tecnologia, mas as mulheres têm desafios especiais. E como qualquer comunidade especial merece o seu lugar especial, acrescentou, é extremamente importante esse tipo de evento ter iniciado.

De acordo com o gestor, que falou ao ONgoma News, é indispensável essa corrente de mulheres que consigam solucionar problemas, os velhos e os novos. Assim, essa passagem de experiência, para quem está à frente e para quem vai começar, aumenta a possibilidade de se virar a balança, iniciando este ciclo de feeback entre as mulheres em si, disse.

Em relação ao evento, que teve maioritariamente um público estudantil, Carlos Jaime considerou ser o princípio duma jornada e preciso é continuar a trabalhar pela iniciativa.

“Tivemos oradoras com experiência de mais de uma década na área, sendo que em tecnologia de ponta o nosso país ainda é uma criança. Então, ter essas mulheres cá, por si só, abre caminho para que outras sigam os passos. Para dizer que temos mulheres aqui que no futuro serão CEOs, directoras, accionistas, programadoras, que serão o pilar da comunidade. No entanto, é importante que elas aprendam com quem já está a trilhar caminho há algum tempo, não precisando começar do zero”, argumentou.

Referiu que a Buka, como um dos principais parceiros do evento, apoia muitos projectos, com realce para o GDG (Google Developers Group), mas ter uma iniciativa especialmente focada para as mulheres entra logo no seu plano de forma especial.

Desse modo, a startup vai continuar a trabalhar com a Women Techmakers para criar cursos específicos para tecnologia, além dos vários cursos que já tem na sua plataforma, como de programação, desenvolvimento Web e jogos, inclusive, de forma a criar mais oportunidades para mulheres e para o público em geral, avançou o responsável.

Por sua vez, Elisa Capololo, embaixadora da iniciativa em Luanda, explicou que o Women Techmakers é entretanto um grupo, uma marca certificada Google, com representação ao redor do mundo.

Sendo Elisa parte do GDG Luanda, já há um ano que, como organizadora, notou um défice de meninas a participarem nos eventos da comunidade. Então, por causa disso, a também programadora, que apresentou o evento, sentiu a necessidade de criar o Women Techmakers no GDG Luanda, mediante pedido feito ao pessoal da Google, com a finalidade de reunir jovens para discutirem sobre as tecnologias da Google e outras.

O evento surge ainda com o objectivo de aumentar a participação das mulheres em tecnologia, em Luanda, e por que não em Angola. Levá-las a trabalhar em tecnologia e para a tecnologia.

Com o apoio da Unitel, o espaço conseguido na Universidade Metodista de Angola acabou por facilitar as coisas, sendo uma instituição de ensino superior que alberga cursos tecnológicos.

“A mulher e o marketing digital”, empreendedorismo, design, como criar comunidades femininas, entre outros, foram alguns dos temas apresentados no workshop, por especialistas como Emília Dias, Vanda Oliveira, Belmira Matos, Zélia Merciano e Lucius Curado, oradores que, segundo a organização, aceitaram de bom grado o convite para motivarem e incentivarem as jovens.

Emília Dias, empreendedora

Então, contou Elisa Capololo, houve um bom intercâmbio com as estudantes, celebrando também o mês das mulheres, porém na área da tecnologia, especificamente.  

Belmira Matos, analista de sistema

Durante o ano, o grupo vai realizar outras actividades, dentre elas, formações e palestras, mas vai ficar por actividades um pouco mais pequenas, para cativar e conhecer o público feminino, sem deixar os homens de fora.

Vanda Oliveira, empreendedora

Andrade Lino
Jornalista e Fotógrafo

Amante das artes visuais e da escrita, além de jornalista e fotógrafo, Andrade Lino é também estudante do curso de Licentura em Língua Portuguesa e Comunicação na Universidade Metodista de Angola. Nos tempos livres é músico e produtor.

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