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“O professor actualmente está mais para despejar matéria do que motivar os alunos”, observa psicóloga Sónia Guerra Marques

Artigo

“O professor actualmente está mais para despejar matéria do que motivar os alunos”, observa psicóloga Sónia Guerra Marques

Nós precisamos de professores mais apaixonados, disse.

Pedro Kididi
28/7/2018
“O professor actualmente está mais para despejar matéria do que motivar os alunos”, observa psicóloga Sónia Guerra Marques
Foto por:
DR

A psicóloga clínica Sónia Guerra Marques lamenta o facto de o ensino da actualidade estar a ganhar uma dinâmica muito diferente do da sua época no âmbito qualificativo, afirmando, por isso, que a educação hoje é mais formal, em que o professor está mais para despejar matéria do que efectivamente motivar os alunos.

A especialista manifestou a sua preocupação sobre a qualidade de ensino e a actuação do professor na sala de aulas, sendo que, para ela, o sector precisa cada vez mais de profissionais apaixonados pelo trabalho, motivadores e que despertam a curiosidade.

“Nós precisamos de professores mais apaixonados. É muito difícil ter a vida que eles têm nos tempos de hoje e conseguir estar numa aula com alegria. Cada vez mais é necessária a motivação, sendo fundamental o despertar da curiosidade”, afirmou, em entrevista ao nosso portal, considerando então que “a educação hoje é muito formal, onde o professor chega à sala de aulas e despeja a matéria, os conteúdos têm que ser compridos, portanto, não há preocupação”.

Às vezes, continuou Sónia Guerra, as necessidades são um factor condicionador disso e o professor tem pouca disponibilidade para chegar e dar aulas com motivação aos alunos, cumpre apenas as funções básicas e ponto final.

Quanto à relação entre a família e a escola no desenvolvimento educacional dos educandos, a também sócia da Science4you, uma empresa orientada para o desenvolvimento e comercialização de brinquedos científicos e educacionais, considera que os pais, juntamente com o auxílio dos professores, devem motivar as crianças a conhecerem o que há de melhor na escola, a tal ponto de saberem como enfrentar todas as dificuldades.

“Nós, enquanto pais, o que devemos deixar de mais valioso aos filhos é a educação, e para isso temos que os fazer ver que a escola também é boa, mesmo com todas as dificuldades. É errado o pai ameaçar o filho para ir à escola, porque ir à escola não é supostamente um castigo. Nós próprios somos responsáveis pela visão que os nossos filhos têm da escola. Os professores devem superar todas as suas dificuldades para tentarem durante as aulas motivar mais as crianças”, advertiu.

Pedro Kididi
Jornalista

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