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O que a “gente” levou à Feira da UCAN

Artigo

O que a “gente” levou à Feira da UCAN

O evento encerra hoje.

Andrade Lino
24/5/2019
O que a “gente” levou à Feira da UCAN
Foto por:
Andrade Lino

Em alusão ao Dia de África, que se comemora amanhã, 25 de Maio, o Centro Fé e Cultura da Universidade Católica de Angola realiza desde segunda-feira, no hall daquela instituição de ensino superior, a 5ª edição da Feira da UCAN, com o lema “Gente que vem, cultura que traz”.

O evento tem como finalidade suscitar no seio da comunidade universitária e das demais pessoas a valorização “da nossa terra, do nosso continente e da nossa cultura”, segundo declarou Venância Santos, secretária do Centro Fé e Cultura, dirigido pelo Padre Eurico Satumbo.

Fazem parte do evento que termina hoje estudantes de várias regiões do país, de várias faculdades, para levarem aquilo que é tradicional da sua região, além de outros expositores da nossa praça.

Deste grupo de expositores está a artesã Marciana Miguel, que responde pela marca Recic-Arte e já é a quarta vez consecutiva que participa no evento. Presente desde segunda-feira, exibe produtos diversos, desde vestuário, peças decorativas e outros artigos.

Trabalha à base de reciclagem, alguns produtos são de origem e é feliz com o que faz, revelou em entrevista ao ONgoma News.

Para ela, quando há esse tipo de actividade (feira), aproveita fazer contactos de ligações do seu trabalho, visto que nem todos os visitantes compram os produtos. Mas se sente satisfeita porque, mais do que conseguir vender um pouco, consegue divulgar o seu negócio.

Apesar dos altos e baixos, reconhece a importância de participar em feiras de artesanato e elogia as organizações pela oportunidade que criam para os expositores de darem a conhecer os seus projectos.

Entretanto, defende que o Dia de África deve ser comemorado sempre. “Para mim, sendo africana, tem sido Dia de África todos os dias, porque eu não faço só o uso de produtos da nossa cultura quando está a se aproximar essa data comemorativa. Todos os dias para mim têm sido o Dia de África porque África é mãe, África é criação”, afirmou.

A artesã trabalha ainda com personalizados. Expõe na feira caixas forradas com panos africanos, além de poder também forrar com outros panos. Essas caixas podem servir como cofres, lugar para colocar os objectos higiénicos, acessórios, enfim, dependendo do utilizador.

Os produtos de Marciana Miguel podem ser encontrados nas feiras de artesanato que acontecem na Ilha de Luanda, no primeiro sábado de cada mês. Tem alguns bazares espalhados pela cidade e a página de Facebook “Recic-Arte”.

A Livraria Bisturi Angola, por sua vez, mostrou o seu “contributo” com a venda e mostra de materiais didácticos e outros livros.

Miguel Luís do Nascimento, que falou pelo grupo, deu a conhecer que a livraria é actualmente residente na UCAN e essa é a terceira vez que participa na feira.

“Não podemos negar que esse é um evento que nos deu mais aparência, e de lá para cá há muita gente que apesar de estamos aqui na UCAN não sabia de nossa existência. Portanto, esse evento serve de alavanca para que algumas pessoas passassem a conhecer-nos e isso nos deu mais clientes também”, apreciou.

Miguel espera que o impacto que o evento tenha no seio dos participantes seja o de lembrar aos africanos e não só que “nós temos um continente rico, quer em termos culturais ou outros, e muita vezes, por causa da correria, acabamos nos esquecendo de alguns pontos fortes que o nosso continente tem”.

“Que os presentes se lembrem do quão importante é África para o equilíbrio, quer seja económico, quer seja social, do mundo em si, bem como devemos resguardar mais aquilo que é a nossa identidade como africanos. Eu acho que essa actividade poderá servir para as pessoas terem noção do quão importante é África e de quanto a África precisa de nós”, concluiu.

Por fim, Venância Santos referiu que em termos de participação faz-se um balanço positivo da iniciativa. A primeira edição foi um pouco frouxa, mas desde 2016 tem havido muito fluxo de pessoas, tanto da comunidade académica interna, como de visitantes e compradores doutras paragens.

O evento termina hoje porque aos sábados não se consegue ter atenção dos alunos, sendo que há aparentemente aulas com maior intensidade, sublinhou a organização.

Andrade Lino
Jornalista e Fotógrafo

Amante das artes visuais e da escrita, além de jornalista e fotógrafo, Andrade Lino é também estudante do curso de Licentura em Língua Portuguesa e Comunicação na Universidade Metodista de Angola. Nos tempos livres é músico e produtor.

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