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Obra “Se os Ministros Morassem no Muceque”, de José Luís Mendonça, é lançada amanhã no Camões

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Obra “Se os Ministros Morassem no Muceque”, de José Luís Mendonça, é lançada amanhã no Camões

O lançamento acontece às 19 horas.

Redacção
18/12/2019
Obra “Se os Ministros Morassem no Muceque”, de José Luís Mendonça, é lançada amanhã no Camões
Foto por:
DR

O escritor angolano José Luís Mendonça vai lançar amanhã, dia 19, pelas 19h00, a sua mais recente obra, “Se os Ministros Morassem no Muceque”, que encerra a programação do Camões/Centro Cultural Português deste ano.

Trata-se de uma versão reformulada do romance “O Reino das Casuarinas”, lançado pelo também jornalista, em 2014.

De acordo com uma nota publicada Camões, na sua página de Facebook, este é um romance histórico com duas histórias narradas em paralelo. A do narrador auto-digético, Nkuku, que conta a sua experiência traumática desde o início da luta de libertação, em 1961 até 1987, e a história da fundação na Floresta da ilha de Luanda de um Reino, cuja população é composta por sete deficientes mentais (vulgo malucos), governados por uma mulher, a Rainha Eutanásia. Segundo o autor, “parece que virar maluco pode ser uma estratégia de sobrevivência humana perante os lobos do próprio homem. Este livro é uma homenagem a essa classe de sombras que ninguém vê passar no tempo”.

Por outro lado, um dos personagens centrais é o Primitivo, que tenta, em vão, resgatar valores e verdades ideológicas. Outro personagem é o gato Stravinsky, com particulares dotes musicais. A acção desenrola-se em vários cenários, entre a ex-Alemanha Democrática e Angola dos anos 80, na época em que se iniciava a reestruturação da economia angolana, no quadro do Programa SEF (Saneamento Económico e Financeiro).

Chamado a dar o seu contributo às teses do SEF, Nkuku, então funcionário do Ministério das Finanças, produz um ensaio intitulado “Se os Ministros Morassem no Musseque”, que lhe valeu ter sido despromovido.

José Luís Mendonça, no entanto, considera que “o registo histórico que a obra fixa é essencial para contrariar o branqueamento do passado, elevando a heróis as vítimas e o homem anónimo”.

Redacção
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