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UAN: Faculdade de Engenharia conta com novo laboratório para melhorar as competências técnicas dos estudantes

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UAN: Faculdade de Engenharia conta com novo laboratório para melhorar as competências técnicas dos estudantes

O espaço comporta três salas de trabalho.

Andrade Lino
7/8/2019
UAN: Faculdade de Engenharia conta com novo laboratório para melhorar as competências técnicas dos estudantes
Foto por:
Andrade Lino

Resultante de uma parceria entre a Universidade Agostinho Neto, a Embaixada da França e a empresa Total E&P Angola, foi inaugurado na semana passada, nas instalações da Faculdade de Engenharia da universidade acima referida, o Yeto Lab, um laboratório de fabrico digital que pretende garantir aulas práticas mais eficazes.

O espaço, a princípio destinado para os primeiros estudantes do curso de mestrado de Engenharia de Sistemas Industriais, prevê estar aberto para aqueles que estejam ainda a frequentar a licenciatura, interessados em visitar ou que queiram desenvolver os seus projectos, segundo o seu director, Júdice Cumbunga.

Júdice Cumbunga, director do Yeto Lab

Ao invés de ser gerido pelos técnicos da faculdade, o laboratório será gerido pelos estudantes, que à esta altura já trabalham em alguns projectos, muitos deles de fórum pessoal, concebidos como um desafio para os mesmos.

De forma a tornar o “fab-lab” (laboratório de fabrico digital) mais aberto, a equipe de trabalho é constituída por formandos dos cursos de Mecânica, Electrónica, Informática e até mesmo de Arquitectura, mas há uma certa preferência em trabalhar com os estudantes do 4º ano, por causa da eficiência do laboratório no que tange a parte prática, e porque também têm ainda mais um ano para serem moldados, sendo que o objectivo do Yeto Lab é melhorar a competências técnicas dos estudantes de Mecânica, Engenharia Electrónica e Engenharia Informática, além de ajudar a aprimorar alguns conhecimentos de gestão de projectos, “saber gerir a questão de financiamento, o tempo e a qualidade do próprio projecto, para irem para o mercado de trabalho melhor preparados”.

“Dentro de 6 meses, teremos aqui cursos profissionais, para estudantes de outras universidades que estejam interessados em ganhar novas competências, principalmente ligadas às engenharias outrora já referidas, virem e serem capacitados por nós. E a grande vantagem disso é que para além de receberem o módulo teórico, terão a possibilidade de receber a parte prática, que é o mais importante”, avançou o responsável, também mestre em Engenharia Mecânica, tendo clareado que por conta da pouca dimensão da instalação, infelizmente não será possível trabalhar com todos.

“Nós queremos ter alguma limitação e o objectivo é darmos o primeiro passo e depois levarmos o projecto para as outras universidades, públicas ou privadas, que estiverem interessadas em constituir projectos do género nas suas instalações. Nós estamos aqui para dar suporte, porque o objectivo é pegar o país no geral e levar para mais próximo das pessoas aquelas que são as tendências actuais do Ensino Superior, voltado para o empreendedorismo, inovação e investigação científica”, manifestou Júdice Cumbunga, em entrevista ao ONgoma News.

O director do laboratório fez saber então que um “fab-lab” deve ser concebido de acordo com a uma carta que foi estabelecida pelo seu patrono, o Instituto de Laboratório Massachusetts, e sendo assim deverá comportar uma “design room”, que é a sala para idealizar e conceber projectos de forma computacional, e outras salas que permitem transformar estas ideias em algo físico ou material, que são as de protótipos e de montagem.

Entretanto, entre os materiais de trabalho constam a impressora 3D, a serra linear e a serra circular, a lixadora automática, a máquina de soldar, principalmente placas electrónicas, a dobradeira, que serve para produzir plásticos e outras, mas isso representa ainda pouco em termos de equipamentos, pois o projecto enfrenta nesta fase uma fraqueza financeira.

Andrade Lino
Jornalista e Fotógrafo

Amante das artes visuais e da escrita, além de jornalista e fotógrafo, Andrade Lino é também estudante do curso de Licentura em Língua Portuguesa e Comunicação na Universidade Metodista de Angola. Nos tempos livres é músico e produtor.

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